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Mel Silvestre 480g (Orgânico)

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Descrição Rápida

Mel orgânico: mais do que um adoçante, um excelente complemento alimentar.
Mel Silvestre 480g (Orgânico)

Detalhes

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – o mel pode ser definido como substância viscosa, aromática e açucarada obtida a partir do néctar das flores e/ou exsudatos sacarínicos que as abelhas melíficas produzem. Seu aroma, paladar, coloração, viscosidade e propriedades medicinais estão diretamente relacionados com a fonte de néctar que o originou e também com a espécie de abelha que o produziu (Embrapa; 2006). Além de ser utilizado como adoçante, o mel sempre foi reconhecido por suas propriedades terapêuticas. De um modo geral, o mel é constituído, na sua maior parte (cerca de 75%), por carbohidratos e por açúcares simples (glucose e frutose). Também é composto por água (cerca de 20%), por minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros), por cerca de metade dos aminoácidos existentes, por ácidos orgânicos (ácido acético, ácido cítrico, entre outros) e por vitaminas do complexo B, por vitamina C, D e E. O mel possui ainda um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos). Devido ao seu teor de açúcares simples, de assimilação rápida, é altamente calórico (cerca de 3,4 kcal/g), sendo uma boa fonte de energia (Wikipédia; 2006). Não é de hoje que as propriedades do mel vêm sendo pesquisadas. Por muito tempo, ele foi o único adoçante usado e seus benefícios para a saúde foram logo descobertos. Segundo a bióloga Esther Margarida Bastos, estudiosa das propriedades do mel, o produto é muito empregado pela farmacologia como emoliente em xaropes. Sua ação antimicrobiana – já que os favos são revestidos de própolis – faz dele um ótimo aliado na prevenção e no combate à gripe, por exemplo (Jacinto, 2006). A utilização dos produtos das abelhas, para fins terapêuticos, é denominada Apiterapia, e vem se desenvolvendo consideravelmente nos últimos anos, com a realização de inúmeros trabalhos científicos, cujos efeitos benéficos à saúde humana têm sido considerados por um número cada vez maior de profissionais da área. Países como a Alemanha já a adotaram como prática oficial na sua rede pública de saúde. Ao mel, especificamente, atribuem-se várias propriedades medicinais, além de sua qualidade como alimento. Na alimentação infantil, por exemplo, o uso contínuo do mel facilita a retenção do cálcio, ativando a ossificação e saída dos dentes, além de ser ligeiramente laxante. Apesar de o ser humano fazer uso do mel para fins terapêuticos desde tempos remotos, sua utilização como um alimento único, um complemento alimentar de características especiais, deveria ser o principal atrativo para o seu consumo (Apiário Santa Rita; 2006). Entretanto, no Brasil a população, de maneira geral, considera o mel mais como um medicamento do que como alimento, passando a consumi-lo apenas nas épocas mais frias do ano, quando ocorre um aumento de casos patológicos relacionados aos problemas respiratórios. No Brasil seu consumo como alimento ainda é muito baixo: o consumo per capita está na margem de uns 300 gramas de mel por ano. A Alemanha, por exemplo, bate a margem de 1 litro e 700 gramas e, o País, sendo atualmente o maior consumidor de orgânicos da Europa. Outros países da Comunidade Européia e os Estados Unidos possuem um consumo per capita acima de um quilo/ano por habitante (Apiário Santa Rita; 2006). São esses países os principais consumidores do mel orgânico produzido no Brasil atualmente, conforme veremos no próximo tópico. II) O mercado para o mel orgânico O mercado mundial movimentou cerca de 26,5 bilhões de dólares para a alimentação orgânica no mundo sendo que, só os E.U.A, são responsáveis por quase metade desse valor. São grandes redes, vários produtos para vários públicos como linhas inteiras de produtos PET orgânicos, entre inúmeras totalmente livres de agrotóxicos. Consciência, cultura e dinheiro no bolso fazem dessa população a grande consumidora e, o país, um forte mercado para a compra. O Brasil tem dificuldade para aumentar o consumo interno, mas é sucesso e destaque de vendas de orgânicos nos vários continentes. Por exemplo: uma empresa do Ceará, a Cearapi - maior produtora de mel orgânico do Brasil – está abocanhando parte desse mercado internacional, exportando em torno de 35% da sua produção só para os E.U.A . Paulo Levy, o dono da empresa conta que largou tudo em São Paulo e foi para o Ceará em busca do mel orgânico da melhor qualidade. “Temos 70 colméias e exportamos mil toneladas por ano para Holanda, Alemanha, EUA, Japão e vários países”.(Notícias Biofach, 2005). Esse sucesso tem suas razões. O Nordeste, por exemplo, é uma das regiões do planeta com as melhores condições para produzir mel orgânico. Oriundo de plantas silvestres, o mel é produzido sem uso de agrotóxicos. Esse diferencial tem atraído empresários que se instalam no Nordeste para desenvolverem a atividade e constitui uma vantagem competitiva na exportação, visto que é cada vez maior a demanda por produtos naturais no mercado externo. A apicultura migratória, característica do Nordeste, alcança uma produtividade em torno de 100 kg/ colméia/ano, duas vezes mais que a apicultura fixa, com produtividade de 40 a 50 kg/colméia/ano (BNB; 2006). Outra região brasileira com imenso potencial para produzir mel orgânico é a do Pantanal. Segundo Arnildo Pott, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa que estuda há 22 anos a flora de Mato Grosso do Sul, o Pantanal tem potencial em abundância para atender aos mercados mais exigentes a procura do mel orgânico. Esta região conta com mais de 278 espécies de plantas no Pantanal apresentam potencial para a geração de mel, explica Pott. Ele acrescenta que as flores do Pantanal tem vantagem de não apresentarem resíduos de agrotóxicos. O pesquisados diz que as plantas apícolas (que têm potencial para geração de mel) estão espalhadas pela região e há floradas praticamente durante todo o ano. O Pantanal é propício a uma apicultura migratória, onde o apicultor leva a colméia para o local onde existem floradas, conclui Arnildo (Rede Aguapé; 2003). Contudo, apesar das boas perspectivas, a participação brasileira no segmento de méis orgânicos no mundo ainda é pequena. Isso se deve, em parte, por conta de problemas ambientais como o desmatamento: o fato da agricultura estar tomando conta de locais onde no passado havia muitas florestas. Outra limitação à produção orgânica de mel é o plantio da soja transgênica. A proximidade das lavouras de transgênicos é um problema porque os consumidores europeus não toleram organismos geneticamente modificados, muito menos méis provenientes dessas plantas. E não há como certificar um apiário para a produção orgânica se ele for vizinho a plantações convencionais (que usam agrotóxicos) ou com transgênicos. Como a área livre destas interferências tem sido bastante reduzida, a produção está sendo deslocada para regiões serranas ou mais distantes (Global 21; 2005) Apesar das dificuldades para expandir a área de produção principalmente nas regiões sul e sudeste, o mel orgânico tem uma excelente aceitação e é bem mais valorizado no mercado internacional. Porém, vale lembrar que para receber a certificação que legitima o produto como orgânico, o apicultor deve atender a uma série de exigências. Toda a propriedade é auditada, ou seja, desde o local onde as abelhas coletam o pólen (pode ser a vegetação nativa ou uma cultura implantada como laranja ou eucalipto, por exemplo), até o processamento, envase e armazenamento do produto na propriedade. É, portanto, o apiário como um todo que recebe a certificação e, a partir daí, o produtor poderá comercializar o mel ou outros produtos (geléia real, cera, pólen, própolis, etc) com o selo de orgânico. A seguir, veremos as principais exigências para esta produção diferenciada. III) Normas Gerais para a certificação dos Apiários. • O apiário e seus produtos podem ser classificados como orgânicos ou em conversão para orgânicos. O período de transição será de uma safra apícola de no mínimo seis meses, conforme a época do início do processo de conversão. • O apiário pode ser classificado como orgânico após um período de carência de pelo menos seis meses sob manejo orgânico e após inspeção. • Os apiários novos que iniciarem no processo orgânico poderão ter registro de produto orgânico desde a primeira safra. • O apiário deverá ser localizado em área de boa florada apícola, que disponibilize néctar e pólen suficientes para o desenvolvimento das famílias de abelhas e o respectivo acúmulo de mel. • Somente será permitida a produção de mel orgânico em áreas de vegetação sem o uso de agentes contaminantes, como agrotóxicos, por exemplo. No caso de área com mata nativa, os apiários orgânicos não poderão saturar o ambiente a ponto de interferir na sobrevivência das abelhas nativas. • Os apiários deverão estar demarcados em mapas, com coordenadas que permitam clara e fácil localização. • É proibida a manutenção de apiários a uma distância menor que três quilômetros de áreas agrícolas sob manejo convencional. No caso de haver agricultura convencional nas proximidades, deverá ser avaliada se a distância mínima está sendo respeitada e se alguma planta ou cultura atrai ou não a visita de abelhas. Além disso, os apiários deverão estar a distâncias mínimas de três quilômetros de fontes de poluição, como estradas de fluxo contínuo, indústrias e depósitos de lixo. • Deverá haver água de boa qualidade e de fácil acesso às abelhas. • O produtor deverá seguir também outras normas específicas para receber a certificação, como não usar produtos químicos convencionais para o tratamento das abelhas (usam-se tratamentos a base de ervas medicinais ou homeopatia). Também na pintura das caixas não poderá ser usada tinta normal, mas um composto a base de própolis, óleo vegetal e álcool. Se for necessária, a alimentação das abelhas deverá ser com produtos orgânicos. Também a cobertura das caixas da colméia que não podem ser de amianto ou qualquer outro material potencialmente poluente ou cuja produção seja condenada pelas normas ambientais internacionais. (Normas IBD; 2002).

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